NATAL, SIM OU NÃO?

Vamos pelo princípio: Satanás (VT) ou Diabo (NT) (*) nada criou neste mundo e no Universo (**). Nem mesmo colocar o seu trono, que queria fosse tão alto como o do Altíssimo, conseguiu. Antes que intentasse, emparelhar-se, na busca de ser semelhante a Deus (não maior nem mais alto, conforme muitos pensam), foi lançado no abismo (Is 12.12-17). Nada, também lhe foi dado (Sl 115.16). Nada, repete-se, lhe pertence nem mesmo o inferno (***) e a chave desse lugar (Ap 1.18), criado para ele e seus anjos  (Mt 25.41), que, aliás, nunca lhe esteve nas mãos (como já vi muitos pastores pregando, inclusive um que se arvora conhecedor profundo das escrituras hebraicas e gregas e é meu amigo pessoal. – Não; não é quem V. está pensando... Se V. quiser eu revelo).
Nada tendo criado (nem poderia) e nada tendo recebido de Deus (a não serem os dons, a autoridade e o poder concedidos), Satanás ou o Diabo nada tem. Ele, no máximo, pode tomar posse, mas não tem a propriedade, como está escrito em I Jo 5.19. O verbo traduzido como “jaz” é vertido, em outras passagens, como “está posto”, “deitado”, “estava”. O mundo, nessa passagem [incluído na conotação de “kosmos” (o mundo fora do governo de Deus) os seus habitantes pode] estar, por este tempo, mergulhado no poder do maligno, mas, mesmo assim, não lhe pertence.

(*) Satanás: entidade que aparece 27 vezes no Antigo Testamento [19, transliterado em português como Satanás (do hebraico Satan = “Adversário” = “Opositor”, 15 das quais no Livro de Jó); 7, vertido como “Adversário” e 1 como “Opositor”]. No Novo Testamento, aparece como Diabo, 37 vezes (35, como Diabo; 2, como acusador (caluniador) e 1, como maldizente. Conquanto Satã ou Satanás, sempre apareça com letras maiúscula, a palavra Diabo, na maioria das versões em português, em apenas duas vezes isso acontece: Ap 12.9 e 20.2.
(**) Criar é um ato exclusivo do Deus Elohim. O verbo (bara) é exclusividade Sua, e só pode ter Elohim por sujeito. No original hebraico bara tem o sentido de “trazer do nada”, aliás, como está escrito: “... chama à existência as coisas que não existem’ ou “chama as coisas que não são, como se já fossem” ou, em outras palavras, traz à existência as coisas inexistentes.
(***) O inferno foi criado (preparado) para ele, o Diabo, para os seus anjos e para os que se “perdem” com eles (Mt 25.41).

Ora, vamos então, agora, à análise do “Natal”.

 “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).
A melhor tradução do original hebraico seria: “No princípio Elohim criava os céus e a terra”.
Elohim [que está no plural, de onde “façamos o homem...” (alguns estudiosos crêem que se trata do plural de Eloha de uma raiz que evoca “aquele que faz tremer as criaturas”, ou ainda “aquele que protege contra todo medo”], é o primeiro nome divino revelado na Bíblia. Esse nome sugere a idéia de poder e de prioridade. Esse Deus, pois, criador dos céus e da terra, criou, também, todas as demais coisas, entra elas, a relva, as ervas, as árvores..., os luzeiros e fez, também as estrelas etc. (Gn 1...)
As árvores, assim, são criação de Deus; o Sol, criação de Deus; as estrelas, criação de Deus.
Deixando para traz qualquer relação histórica, pela objetividade das observações que V. faz, quanto à comemoração do Natal, como o dia do nascimento do Senhor Jesus, analise-se:
Ao contrário do Seu nascimento, que não era celebrado no início da história da igreja, a Sua ressurreição sempre o foi, no primeiro dia da semana (não uma vez por ano, mas em todas as semanas).
Primeira pergunta que faço: que é o Natal e que representa?
Natal é um vocábulo da língua portuguesa que quer dizer “relativo a nascimento; natalício; dia do nascimento, natalício”.
Se o Natal é uma festa que procura celebrar o dia do nascimento do Senhor Jesus, por que não comemorar, se costumamos celebrar o aniversário de nossos entes queridos, inclusive o nosso?
Qual o dia do nascimento do Senhor Jesus? Que importa? Importa que Ele tenha nascido. Tome-se, por exemplo, a comemoração do nascimento da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Ela nasceu em 21 de abril, mas seu aniversário é celebrado no segundo sábado de junho. Por que isso acontece? Porque, a futura soberana nasceu em pleno inverno (muito frio para comemorações de rua) e no segundo sábado de junho comemora-se nova primavera para o ocupante do trono inglês (em clima mais ameno).
Assim, não importa que o nascimento do Senhor Jesus tenha-se dado na primavera, como crêem os estudiosos, razão de os pastores estarem ao relento àquela noite (Lc 2.8-12). Importa que haja festa, nos céus e na terra (Lc 2.13-14). Não será esse um bom motivo para celebrarmos, hoje, também, o Seu nascimento?

Um pouco de história:

O dia 25 de dezembro? Era o dia da festa pagã do Sol? Excelente oportunidade para celebrarmos o verdadeiro Sol (a Luz do Mundo)
Alguns supõem que tenha sido o imperador Constantino, quem estabeleceu o dia 25 de dezembro para essa comemoração, substituindo a festa pagã em honra ao Sol. Afinal, nada mais justo, já que Ele é o Criador do Sol, e, mais, Ele é a Luz do Mundo. Muito provável que o Senhor Jesus não tenha nascido no inverno (mas possivelmente em alguma noite da primavera, março ou abril). Assim, não nasceu em dezembro (inverno em Israel). Mas que importa? Importa que celebremos o Seu nascimento, já que celebramos a Sua ressurreição. Qual é a data maior? Claro que, para nós, evangélicos, é o dia da sua ressurreição, mas Ele só ressurgiu por que antes havia nascido.
V., caro Pastorzão, está certíssimo quanto às questões da árvore, das luzes das estrelas, dos presentes. Ele, o Senhor Jesus, as fez (Jo 1.3). Tudo, então, Lhe pertence (“Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
Atente-se para outro fato assaz elucidativo e autorizativo: Deus é um Deus festivo, tanto que instituiu festas sobre festas, três delas principais: sendo a primeira, a da Páscoa (Lv 23.4-8); a segunda, do Pentecoste ou das Primícias (Lv 23.15-25) e a dos Tabernáculos (Lv 23.9-14) e tantas outras, para que o Seu povo se alegrasse em Sua presença, algumas durando sete dias, outras, mais ainda.
Ora, a primeira coisa que Satanás gosta e quer é tirar de nós nossa alegria. E, sob o ponto de vista da Psicologia a primeira iniciativa de quem quer dominar alguém é tirar a alegria dessa pessoa. Ninguém domina alguém quando essa pessoa está alegre. Por isso Satanás gosta tanto de tirar nossa alegria e trazer tristeza ao nosso coração. Ele sabe como ninguém essas questões da nossa alma. Não é à-toa que Paulo diz em Filipenses, 4.5: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Outra vez vos digo, alegrai-vos”.
Por isso, caro Irmão, alegre-se e alegre o povo de seu Ministério. A alegria fortalece nosso sistema imunológico. Não foi apenas para compor um dos seus versos que Salomão receitou: “o coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17.22).
Claro, sabe-se, que Deus sonda os desígnios de nosso coração. Para quê e para Quem V. comemora o Natal? Para a honra e a glória de nosso Deus? Amém. A resposta a essas perguntas dará a resposta de Deus a V.

(Um pouco mais de história):

A figura do Papai Noel (Noel é Natal em francês, tanto que em Portugal ele é chamado de Pai Natal ****) foi calcada no bispo da Ásia Menor, Nicolau, ou São Nicolau como o chamam na Igreja Católica, que iniciou a prática da distribuição de presentes e brinquedos na época natalina.
A figura bonachona, gordinha, de face avermelhada e vestida de vermelho, com vistas brancas, foi criação de um cartunista estado-unidense, Thomas Nast, em 1886. Esse desenho foi usado, anos depois, em uma campanha publicitária da Coca-Cola, por volta do ano de 1931. Como a campanha era mundial, essa caracterização acabou tomando conta do mundo e chegando até nós como hoje o concebemos.
Os puritanos e calvinistas, não eram contra a comemoração do Natal e sim, contra os exageros que se cometiam nessa data. Quando, no entanto, os puritanos chegaram ao poder na Inglaterra, em 1642, com Oliver Cromwell, a festa foi interrompida oficialmente. Colonizado pela Inglaterra, os Estados Unidos seguiram esse costume e, apenas em 1856, é que o Natal tornou-se feriado naquele país. Hoje faz parte do calendário de todos os países cristianizados.

(****) No Brasil, tentou-se criar um Pai Natal ou Papai Noel tupiniquim, com o nome de Vovô Índio... Foi criado nos anos 30 pelo jornalista Cristóvam Camargo. Getúlio Vargas, nacionalista, embarcou na idéia, que, como de esperar, não funcionou...




Enviado por Pr. Paulo Cesar DeVelasco




PERFEITO!!!! COMEMOREMOS O NATAL COM MUITA ALEGRIA!!!!







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